O silêncio me toma
me confundi
o que se oculta no meu tórax um ser voraz
acarramca me á quietude do jardim
dou passos leves
espreito de longe o naicer da flor
organizo os pensamentos na cabeça
em segundos pego-me falando sozinha
sento –me na beira do chão
embalo-me no canto do passarinho
quedo –me nas palavras em que o vento toca
penso nos punhais da dor com regidez
um breve desentendimento que repulsa o coração
Com a quietude da agua do colo de uma mãe
Deito-me ,deixo –me a derivar
Sombras de anil na tarde de sol
Entretenho-me, distraio –me ,perco – me
como fico vagar sem vós olhar
tu deres um único momento de ver as nuvens passar
deres a flora ,a luz das aguas de marfim
O olhar de ontem ,foi coberto pelo passado
Os olhar de Hoje tu que me destes
Oh,vida, estas ai o silêncio do meu sorriso tímido
